domingo, 18 de agosto de 2013

Recuperado, Assunção nega adeus por família e desabafa: "não dou migué"


Marcos Assunção está recuperado da última lesão muscular que o afastou por mais algumas semanas dos treinamentos. A contusão até seria normal caso não fosse mais um da série problemas desde a apresentação para a terceira passagem pelo Santos, em 22 de janeiro. Aos 37 anos e presente em apenas oito jogos na temporada, o veterano jogador diz em entrevista ao Terra que, nem em seu momento mais pessimista, pensou que seria tão difícil o seu provável último ano como profissional.
Escanteado em um elenco recheado de meninos, o volante busca apoio diário na família - submetendo-se a viagens diárias de 1h30min à cidade de Caieiras - para não antecipar a aposentadoria, rebate os críticos dizendo que não é jogador de migué e ainda sonha com volta por cima.
"Não esperava que fosse ser tão difícil (a volta ao Santos)", confessou o veterano, que diz que busca na família a alegria perdida em campo. "Lá (em Caieiras) encontro a felicidade que muitas vezes não tenho por não ser relacionado, não atuar mais. Vejo o meu filho de quatro anos e isso me dá forças", explicou.
A resposta para a fama recente de jogador que faz migué vem, justamente, pelo fato de que desde a volta ao clube ter atuado em apenas 397 minutos. Pouco pela condição de "homem de confiança" de Muricy Ramalho na qual chegou.
"Não vou mentir: sinto dor. Tem treino que depois sinto dores no tornozelo que operei e quebrei em cinco partes em 2004. Algumas vezes o cansaço também é maior do que o normal quando era mais novo. Eu sinto, mas não é mais forte que a minha vontade de jogar", disse. "Só não saio de Caieiras e venho para Santos a passeio. Venho a trabalho, dou duro e chego na minha casa cansado. Isso é porque trabalho bem, é consequência de um trabalho duro. Trabalho de verdade, não dou migué".
No apoio a família, Assunção, o rei das bolas paradas, ainda espera ajudar os jovens do Santos, mas quer ir além: "voltar a ser importante".
Fonte: Esportes Terra