"Como eu queria voltar para o Brasil há um ano, claro que precisei abrir mão de alguma coisa. Eu priorizei a minha filha. Quando você quer alguma coisa, precisa abdicar de outra para não complicar a negociação. Eu até tive algumas sondagens de clubes da Europa e da própria Itália, mas o meu desejo era voltar a jogar no Brasil. Quando o meu empresário começou a conversar com o Santos tentamos procurar um meio termo. Sinceramente, o lado financeiro é algo importante, mas não olhei só para isso", justificou o jogador.
Thiago valeu ao Santos investimento de cerca de R$ 10 milhões e precisou superar a relutância do Cagliari em liberá-lo. Os italianos o trouxeram por empréstimo no segundo semestre de 2011, exerceram a sua compra e recusaram uma série de sondagens antes do "sim" ao clube alvinegro.
"Os números que o Cagliari pedia assustava os clubes brasileiros", lembrou, para ainda citar como principais passagens na Itália os causos do presidente do clube, Massino Cellino, no cargo desde 1992. "O presidente era demais, tinha superstição com a cor roxa, pois achava que dava azar. O time também não usava o número 17", disse.
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| Thiago Ribeiro é titular absoluto com Claudinei O. |
"Lembro que logo quando cheguei fui treinar com a minha chuteira roxa, nova, e deixei uma outra chuteira (da mesma cor) que já estava usando na beira do campo. Aí o presidente chegou para assistir o treino e, ao se aproximar do banco de reservas, viu a chuteira e deu um chute nela para debaixo de uma árvore. Não entendi nada", completou. Cellino tem ainda como principais superstições assistir a jogos no mesmo lugar da arquibancada e a colocação de amuletos religiosos ao redor do campo.
Para voltar, o jogador disse ter aceitado todas as condições impostas pelo Cagliari, então irredutível. Mais próximo da filha, que mora em Florianópolis, e satisfeito com a titularidade incontestável, o jogador só desfruta da nova fase no Santos.
Fonte: Portal Terra
